Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2014 > Setembro > Mais renda e maior acesso a alimentos explicam superação da fome no Brasil

Notícias

Mais renda e maior acesso a alimentos explicam superação da fome no Brasil

POLÍTICAS PÚBLICAS

Relatório da FAO destaca avanço do país no combate à fome a partir de um conjunto de políticas públicas
publicado  em 16/09/2014 00h00

Brasília, 16 – A superação da fome no Brasil, apontada pelo relatório da FAO “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo”, é resultado da prioridade do Estado Brasileiro no combate à fome, a partir de um conjunto de políticas públicas que garantiram aumento da renda da população mais pobre, maior acesso a alimentos, com especial destaque à merenda escolar, e a consolidação de uma rede de proteção social no país.

Mais renda - Entre os motivos que explicam o desempenho do Brasil na redução da fome, a própria FAO aponta o crescimento da renda da parcela mais pobre da população brasileira. Entre 2001 e 2012, a renda dos 20% mais pobres cresceu três vezes mais do que a renda dos 20% mais ricos. Esse movimento foi garantido por políticas de valorização do salário mínimo e de geração de emprego e renda no país.

Mais alimentos - Também cresceu a oferta de alimentos. Dados da FAO mostram o aumento de 10% da oferta de calorias no país em 10 anos. A contabilidade considera a oferta de alimentos produzidos no país, já descontadas as exportações e consideradas as importações. Em média, a disponibilidade diária de calorias passou de 2.900 para 3.190, entre 2002 e 2013.

Somente no ano passado, os investimentos em políticas para apoiar os agricultores familiares somaram R$ 17,3 bilhões. A agricultura familiar é responsável por 70% do abastecimento do mercado interno de alimentos, e a renda de seus trabalhadores aumentou 52% acima da inflação em 10 anos.

Merenda saudável - Parte da produção da agricultura familiar também chega à merenda escolar, programa que ganhou destaque no relatório da FAO. Por dia, 43 milhões de alunos de escolas públicas recebem refeições, um número maior que toda a população da Argentina. As escolas têm como meta comprar 30% dos alimentos diretamente dos agricultores familiares.

Proteção Social - A merenda escolar faz parte do conjunto de políticas de proteção social, que têm como carro-chefe o Programa Bolsa Família. Desde a criação do Plano Brasil Sem Miséria, 22 milhões de pessoas deixaram a condição da extrema pobreza em decorrência da transferência de renda. Atualmente, nenhuma família vive com menos do que R$ 77 mensais por pessoa, valor equivalente à linha da extrema pobreza. O Brasil Sem Miséria providenciou o complemento da renda dos que se encontravam em situação de extrema pobreza.

Menos desnutrição - O acompanhamento de saúde dos beneficiários do Bolsa Família mostra que caiu o déficit de estatura das crianças beneficiárias. Indicador da desnutrição crônica, o déficit de estatura está associado a comprometimento intelectual das crianças. O acompanhamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que, com a redução do déficit de estatura, os meninos de cinco anos beneficiários do Bolsa Família aumentaram 8 milímetros, em média, em quatro anos.

Leia também:
Brasil sai do Mapa da Fome das Nações Unidas, segundo FAO


Central de Atendimento do MDS:

0800-707-2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021