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Educação é próximo passo para garantia da segurança alimentar e nutricional

COMUNIDADES TRADICIONAIS

Em reunião no Consea, ministra Tereza Campello destacou a necessidade de fortalecer a busca ativa para combater a fome das comunidades tradicionais
publicado  em 24/09/2014 00h00

Brasília, 24 – Depois de superar o problema da fome, ao reduzir para 1,7% da população percentual de pessoas subalimentadas no Brasil, o país deve tratar de outros problemas ligados à insegurança alimentar, como o sobrepeso causado pela má alimentação. O próximo passo da agenda de segurança alimentar deverá reforçar as ações educativas. “A educação alimentar é fundamental para que a gente mude o padrão de consumo, é um tema chave para a nossa agenda futuro”, afirmou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.

Ele participou da XVI reunião ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), nesta quarta-feira (24), em Brasília. A proposta foi reforçada pela presidenta do conselho, Maria Emília Lisboa Pacheco, destacando que os esforços devem envolver desde a produção dos alimentos até a qualidade do consumo. “Queremos que efetive de fato uma diretriz política sobre a educação alimentar e nutricional.”

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou também que, após o Brasil sair do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é necessário promover estratégias de combate à subalimentação diferenciada para comunidades tradicionais, como quilombolas e indígenas, com o reforço da busca ativa, para localizar essas pessoas e incluí-las no Cadastro Único. É nesses públicos que estão parte dos brasileiros que permanecem subalimentados. “Nós temos agora, a obrigação de descer para detalhes de como enfrentar a fome para grupos específicos. E aí não são ações em caráter nacional, elas têm de olhar esses públicos e se dedicar a problemas localizados para essas populações”, afirmou.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, apresentou os resultados do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil: um Retrato Multidimensional. Ele destacou que o aumento na oferta de alimentos e da renda dos mais pobres, assim como a merenda escolar, contribuíram para o bom desempenho do Brasil no combate à fome. Segundo Bojanic, o Brasil está preparado para enfrentar os desafios futuros. “As estruturas e as capacidades construídas e consolidadas no decorrer dos 10 anos colocam o Brasil numa base sólida para proteger os avanços alcançados no combate à fome e para enfrentar os desafios da próxima década”, concluiu.

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