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MDS e Asa definem construção de cisternas em escolas do Semiárido

ACESSO À ÁGUA

Com tecnologia simples, unidades de armazenamento serão instaladas nas escolas da região para garantir o acesso à água por até oito meses
publicado  em 16/10/2014 00h00

Caruaru (PE), 16 – As escolas públicas do Semiárido vão receber um importante instrumento para a garantia da segurança alimentar de seus alunos: as cisternas. As portarias que definem os próximos passos para a construção de 5 mil cisternas nas unidades de ensino da região serão publicadas nos próximos dias. O projeto Cisterna na Escola resulta de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA).

No total, o MDS está investindo R$ 69 milhões nesta ação até 2015, o que permite o abastecimento de água própria para consumo em mais de 50% das escolas públicas sem ligação à rede de abastecimento da área rural da região. A cisterna escolar é construída com placas de cimento e tem capacidade para armazenar 52 mil litros, o que pode garantir o acesso à água por até oito meses.

Com tecnologia simples, as cisternas garantem à população do Semiárido a convivência com a estiagem, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, nesta quinta-feira (16), quando é celebrado o Dia Mundial da Alimentação. Ela participou em Caruaru (PE) da 8ª Rodada de Avaliação do Termo de Parceria para Ações de Convivência com o Semiárido, promovida pela ASA.

“A cisterna é um exemplo para o Brasil. Aliada a outras políticas públicas, essa tecnologia contribuiu para a saída do Brasil do Mapa da Fome, pois proporcionou à população melhores condições de segurança alimentar e nutricional. Hoje temos a primeira geração sem fome no país.”

Campello comemorou os números alcançados a partir da parceria com a ASA. São mais de 1 milhão de cisternas para consumo humano entregues na região do Semiárido desde 2003 – o que corresponde a uma capacidade de armazenagem de 16 bilhões de litros de água. Ela ainda lembrou que mais de 91 mil tecnologias de água para a produção no Semiárido, acompanhadas de quintais produtivos, já foram instaladas na região.

Em Pernambuco, disse a ministra, mais de 150 mil cisternas de água para consumo já foram construídas. “Nessa seca ficou comprovado que estamos superando a ideia da indústria da seca”, afirmou. 

Convivência – Para a coordenadora da ASA em Pernambuco, Neilda Santos, as políticas públicas voltadas para a convivência com o Semiárido transformaram a vida dos sertanejos. “Antigamente, era uma terra de gente esquecida. Hoje, falamos de uma terra de homens e mulheres que têm capacidade trabalhar e querem viver aqui”, conta.

Já a agricultora familiar Maria Joelma Pereira defendeu o fortalecimento das ações para os agricultores. “Sabemos trabalhar, queremos melhorar e buscamos qualidade de vida”, disse.

Sementes – No encontro em Caruaru, também foi discutido o edital para contratar organizações que vão implantar bancos comunitários de sementes crioulas. O objetivo é estruturar 600 bancos de sementes para atender a pelo menos 12 mil famílias, com investimento de R$ 21 milhões do MDS.

Nestes locais, as sementes crioulas – que podem ser adquiridas por edital ou já fazer parte do estoque da organização – terão um armazenamento adequado. E uma parte das famílias de agricultores que vão ser beneficiadas terão capacitação e assistência técnica para multiplicar as sementes por meio de novas plantações. As organizações devem enviar as propostas ao MDS até o dia 26 de outubro.

Central de Atendimento do MDS:
0800 707 2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021

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