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Estudantes conhecem tecnologias sociais do MDS na Semana Nacional de C&T

ACESSO À ÁGUA

Cisterna e lancha da assistência social estarão expostas até domingo (19), em Brasília
publicado  em 15/10/2014 00h00

Brasília, 15 – A abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) nessa terça-feira (14), em Brasília, atraiu estudantes, professores e interessados no tema Ciência e tecnologia para o desenvolvimento social. Ao visitar o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, a professora Cássia Oliveira Machado, da Escola Classe Estância de Planaltina (DF), conheceu as cisternas, unidades de reservatório de armazenamento de água que garantem à população mais pobre do Semiárido a convivência com a seca prolongada.

“Gostei dessa ideia de mostrar como funciona uma cisterna. Meus alunos acharam a tecnologia interessante. Puderam ver como a água é captada”, disse. Cássia acompanhou 36 alunos de duas turmas do 4º ano do ensino fundamental da escola. A professora pretende levar o conhecimento para dentro de sala de aula. “Estou trabalhando com os alunos o ciclo da água e vou usar esse exemplo.”

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O estudante Lucas Caetano, de 11 anos, do 5º ano do Centro de Ensino Fundamental 2 da Estrutural conta que já conhecia a cisterna. “Na casa da minha tia e do meu avô na Bahia tem cisterna. Nas minhas férias, vou contar para eles que vi como a água é armazenada.”

As cisternas são um dos projetos que estão disponíveis para visitação em estandes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que vai até este domingo (19). Em um espaço de 100m², os visitantes têm a oportunidade de entrar em uma casa com três telões, onde é exibido um vídeo em 3D que mostra o trajeto da água da chuva até o armazenamento na cisterna. O público tem a “impressão” de mergulhar na água armazenada. Do lado de fora, uma cisterna é ligada a casa.

 


Na construção da cisterna, pessoas da própria comunidade participam da obra, e o tempo médio para que ela fique pronta é de cinco dias. As famílias beneficiadas são capacitadas para o tratamento da água e para sua utilização sustentável. Com capacidade de 16 mil litros, os reservatórios abastecem uma família de cinco pessoas por um período de estiagem de aproximadamente oito meses.

Lanchas – Outra tecnologia social do MDS que está em exposição é a lancha da assistência social. Construídas em parceria com a Marinha do Brasil, as embarcações têm 7,70 metros de comprimento e capacidade para 12 pessoas.

Ana Beatriz Mendes, de 15 anos, estudante do 1º ano do ensino médio da Escola Elefante Branco, disse que ficou impressionada com as informações que recebeu sobre a atribuição da lancha. “Os ribeirinhos também têm direitos como os cidadãos que vivem nos grandes centros urbanos. Essa causa social deve ser levada para o debate nas escolas”, disse.

As embarcações são utilizadas pelas equipes volantes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para o acompanhamento das famílias atendidas pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas) que vivem em localidades mais longínquas e de difícil acesso da Amazônia Legal, como as comunidades indígenas e ribeirinhas.

"Essas comunidades tinham seus direitos privados por falta de acesso. Com a lancha social, estamos conseguindo diminuir essa privação e atingir nosso objetivo que é melhorar a qualidade de vida da população”, explica a coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) de Corumbá (MS), Lilian Bezerra. “Muitos estudantes não sabem que a lancha é uma tecnologia social. Aqui eles têm a oportunidade de aprender mais.”

Central de Atendimento do MDS:
0800-707-2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021