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Encontro discute ações para combater subalimentação e desperdício de alimentos

PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS

Gestores de banco de alimentos avaliam proposta de criação de rede nacional de banco de alimentos
publicado  em 23/10/2014 00h00

Brasília, 23 – O combate à subalimentação, por meio de doações de alimentos, e a redução do desperdício estão em discussão no I Encontro Nacional de Gestores de Bancos de Alimentos, que começou nesta quinta-feira (23), em Brasília. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o evento também debate a proposta de criação de uma rede nacional de banco de alimentos, além de proporcionar a troca de experiências entre bancos de alimentos públicos e privados.
 


Presidente do banco de alimentos do município de Caratinga (MG), João Paulo de Paiva Ramos, defende a ideia da rede nacional de alimentos, “pois facilitaria o intercâmbio de informações entre os bancos”. “A rede vai garantir o nivelamento de conhecimento entre os gestores”, afirmou.
 
O banco da cidade mineira reúne uma rede de 14 municípios, a Rede Leste de Banco de Alimentos. O grupo arrecada cerca de 120 toneladas de alimentos por semana, entre doações de empresas e produtores. Também recebe produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “A previsão é conseguirmos atingir 350 mil pessoas no próximo ano”, explicou João Paulo.
 
Ildecy Rodrigues Madureira, gestor do banco de alimentos de Anápolis (GO), espera que o encontro nacional proporcione bons exemplos para serem aplicados em sua cidade. Ele conta que o banco foi criado para aumentar o número das doações e melhorar a estrutura de armazenamento dos alimentos. “Hoje temos uma boa estrutura. Mas há cinco anos, os alimentos eram doados com uma pá. Pegos no chão e despejados nas sacolas das famílias”, lembrou Madureira.
 
De acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, a rede nacional de alimentos vai padronizar e fortalecer os bancos de alimentos no país.  “Com a rede, serão definidos mecanismos de execução e de planejamento, assim como estabelecidas prioridades em conjunto. Isso faz com que a gente tenha uma maior capacidade de atuação”, explicou.
 
Campos falou também sobre a importância do banco de alimentos para a consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). “O banco atua na política de segurança alimentar, pois auxilia na definição de critérios para o recebimento dos produtos, no monitoramento das instituições da rede de assistência social, no acompanhamento das entregas e na capacitação para o trabalho com os alimentos”, destacou.
 
Atualmente, existem 115 bancos de alimentos financiados pelo MDS e 105 da iniciativa privada. Esses equipamentos atuam no recebimento de doações de produtos considerados fora dos padrões para a comercialização, mas adequados ao consumo. Os alimentos são repassados a instituições da sociedade civil sem fins lucrativos que produzem e distribuem refeições gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.
 
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