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Banco de Alimentos incentiva produção diversificada em Itanhaém

PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS

Equipamento funciona desde 2007 no município do litoral paulista e foi responsável por reestrututrar a agricultura e a pesca local
publicado  em 27/10/2014 00h00

Brasília, 27 – No começo do século XXI, a agricultura de Itanhaém, cidade no litoral sul de São Paulo, não ia bem. A produção típica da região sempre foi a banana e, na época, os produtores familiares não tinham para quem vender e os atravessadores ofereciam preços baixíssimos. “Eles nem colhiam, deixavam tudo morrer no pé. Não valia a pena vender”, conta a coordenadora do Banco de Alimentos do município, Luciana Melo.

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Em 2007, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a prefeitura inaugurou o Banco de Alimentos de Itanhaém, experiência que se tornou um divisor de águas para a produção agrícola local.
 
Apesar de se enquadrar como uma política de redução do desperdício de alimentos, ele foi além na cidade do litoral paulista. Ao concentrar no equipamento a compra de merenda escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e com a implantação da Feira do Produtor, a agricultura e a pesca local foram retomadas, mais diversificadas, a área rural foi valorizada e melhorou a autoestima dos produtores. “Temos casos de pessoas que retomaram a vida em função do programa. Os olhos deles brilham. Elas batem no peito e falam: Eu sou agricultor!”, contou Luciana.
 
A ideia de arrecadar alimentos, provenientes de doações – por meio de articulação com o setor alimentício (supermercados e restaurantes, por exemplo) – ou comprados de produtores rurais (para merenda ou PAA), foi recebida com receio. “Existia muito desconhecimento do que era o Banco de Alimentos”, lembrou a gestora. “Foi uma batalha provar para os mercados que tudo se tratava de uma cadeia social e honesta.”
 
O passo seguinte se deu em 2011, com a inauguração da Feira do Produtor, também por meio de convênio com o MDS. Todo sábado, no estacionamento da prefeitura, os agricultores familiares montam suas barracas, todas padronizadas. Lá, banana, palmito, manga, caju, tomate e abobrinha dividem espaço com as receitas diferentes feitas com os produtos, como brigadeiro, nhoque de banana, doce de leite fresco, compotas, bolo do coquinho do palmito pupunha e vinagrete de palmito.
 



“Com a feira, eles se sentiram visíveis. Ela começou a ganhar uma dimensão social e cultural na cidade”, observou Luciana. Os pescadores também ganharam suas barracas. Há unidades em diversas praias da cidade e duas unidades instaladas onde moradores da área rural podem comprar produtos frescos sem precisar ir ao centro.
 
Como resultado de tantas mudanças, os agricultores familiares lançaram um livro de receitas da culinária caiçara, com alimentos típicos cultivados na roça, que já está em sua segunda edição. Vendido na própria feira popular, a publicação reúne cerca de 80 receitas e incentiva a comercialização dos produtos locais.
 
E os agricultores em breve terão um espaço permanente para as vendas. Uma nova sede será entregue em janeiro de 2015. No local terão barracas feitas de alvenaria, além de uma cozinha piloto para alimentos processados. O espaço abrigará também o Banco de Alimentos e a Unidade de Processamento de Pescado. “Eles poderão vender os produtos todos os dias, com uma infraestrutura melhor do que a de hoje, além de terem melhores condições de armazenamento”, destaca a gestora.
 
Para Luciana Melo, o Banco de Alimentos assumiu a posição central de segurança alimentar na cidade e trouxe qualidade de vida para Itanhaém. “Eu entendo que uma política pública implantada corretamente fica. Essa política ficou como uma marca de vida para as pessoas”, concluiu.
 
Central de Atendimento do MDS:
0800-707-2003
 
Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021