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Agroecologia é importante aliada para promover consumo de alimentos saudáveis

SEGURANÇA ALIMENTAR

Programas incentivam práticas agroecológicas e reforçam importância da agricultura familiar na promoção da segurança alimentar e nutricional
publicado  em 15/10/2014 00h00

Brasília, 15 – O agricultor familiar Juã Pereira cultiva alface ao lado de frutas como manga e banana. Planta os eucaliptos perto das laranjeiras. Com a prática, ele quer reproduzir o ambiente da floresta. Formado em biologia, conheceu o sistema de produção agroflorestal durante um curso com o suíço Ernst Götsch, um dos pioneiros da agroecologia no Brasil.

“As plantas que convivem bem podem ser plantadas juntas. Isso reduz, por exemplo, o problema de pragas, pois é criado um pequeno ecossistema”, explica. Segundo ele, a madeira e as folhas trituradas, vindas das podas das árvores, são utilizadas para proteger o solo, que deve ficar coberto de material orgânico, como ocorre nas florestas.


Juã produz mais de 15 alimentos agroecológicos no sítio Semente, localizado no Lago Oeste – região rural do Distrito Federal. A produção média de 80 toneladas de alimentos por ano é vendida para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e para o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa/DF). Ele também comercializa os produtos em três feiras de Brasília.

As ações do agricultor mostram a importância da produção agroecológica para abastecer o mercado de orgânicos no país, que cresce 20% ao ano. Reforçam a necessidade de conscientizar a população sobre as questões da nutrição e alimentação saudável, um dos objetivos do Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quinta-feira (16). Este ano, a data tem como tema “Alimentar o mundo, Cuidar do planeta”.

As práticas agroecológicas são incentivadas por uma série de ações do governo federal para garantir que alimentos de qualidade cheguem à mesa da população, explica o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.

“Os alimentos agroecológicos são produzidos de forma responsável. Há preocupação em proteger a água, o solo e os produtores. São alimentos livres de contaminantes, agrotóxicos, insumos químicos e que possuem mais qualidade nutricional.”

Uma das ações para incentivar a produção desses alimentos é o Brasil Agroecológico, primeiro Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) elaborado no país.

A iniciativa permite que os produtores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais tenham acesso a treinamento, extensão rural e ampliação do acesso a mercados, além de crédito pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O Planapo é executado pelos 10 ministérios que formam a Comissão Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo). Ao MDS, cabe entregar, por exemplo, 60 mil cisternas e tecnologias de captação de água até 2015 para produtores agroecológicos e orgânicos, além de disponibilizar 5% dos recursos do PAA para a compra desses alimentos. 

OUTRAS AÇÕES


Aproveitando a visibilidade mundial do Brasil nos jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas 2016, o governo federal lançou a Campanha Brasil Orgânico e Sustentável. A ideia é incentivar a comercialização e o consumo consciente de produtos orgânicos e da agricultura familiar, com geração de emprego e renda para centenas de trabalhadores da área.

Na Copa, foram distribuídos kits lanches para os voluntários do Ministério do Esporte. Os alimentos foram adquiridos de cooperativas que reúnem mais de 7,8 mil famílias. O MDS também instalou quiosques em dez cidades-sede do Mundial para que 60 organizações da agricultura familiar comercializassem seus produtos.

Além da campanha, o ministério coordena a rede virtual Ideias na Mesa junto com o Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (OPSAN/UnB). A rede dissemina ações com foco na alimentação saudável e na educação alimentar, por meio da troca de experiências entre produtores e multiplicadores – professores, assistentes sociais e membros de entidades da sociedade civil.

Já são mais de 4 mil usuários cadastrados na rede. A página do Ideias na Mesa, no Facebook, tem quase 9 mil fãs, o que gera aproximadamente 50 mil visualizações por dia. A rede também possui um canal no Youtube.

 



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