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Superação da fome: "Não quero que eles passem pelo que passei"

SUPERAÇÃO DA EXTREMA POBREZA

Com o Bolsa Família, a gaúcha Ângela Maria Machado conseguiu garantir alimentação adequada aos dois filhos
publicado  em 06/11/2014 00h00

Brasília, 6 – Mãe de dois filhos, Ângela Maria Machado, 34 anos, trabalha como auxiliar de educação infantil na creche da Associação Comunitária do Campo do Tuca, na região leste de Porto Alegre (RS). A trajetória de vida da gaúcha está ligada à história da instituição.


Quando pequena, numa família de 24 irmãos, os pais levavam os filhos para a associação, a fim de que tivessem pelo menos uma refeição decente por dia. A vida era dura. O pai trabalhava como carroceiro e a mãe de Ângela fazia "bicos".

A alimentação da família era deficiente em nutrientes básicos e, por muitas vezes, ela passou fome. "Naquele tempo, a gente tinha apenas uma refeição por dia: polenta com guisado ou com salsicha. Não era como hoje. Não tinha esse luxo que hoje tem na creche", diz ela, ao relatar que o filho Vinícius Dexter, de 4 anos, faz cinco refeições por dia na mesma instituição que ela frequentou há 30 anos. "Ele tem ainda acompanhamento médico e nutricional e preparação pedagógica para a escola", reforçou Ângela.

Todos os dias, a merenda escolar garante refeições a 43 milhões de crianças e jovens de escolas públicas e creches em todo o Brasil. Essa estratégia contribuiu para que o país saísse do Mapa Mundial da Fome em 2014, de acordo com o relatório global da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em setembro deste ano.

A superação da fome é resultado da prioridade do governo federal no combate à subalimentação, a partir de um conjunto de políticas públicas que garantiram o aumento da renda da população mais pobre, maior acesso a alimentos e a consolidação de uma rede de proteção social no país.

O filho mais velho de Ângela, Welington Benício, 9 anos, deixou a creche há três anos. A mãe lembra que os dois filhos entraram na instituição com o peso abaixo do ideal. "Hoje eles estão até gordinhos."

Mesmo trabalhando como auxiliar de educadora, ela ainda é beneficiária do Bolsa Família. Mas já sabe que, com o aumento da renda, não precisará mais do benefício. "O Bolsa Família me ajudou muito, principalmente na alimentação dos meus filhos, porque não quero que eles passem pelo que passei", disse ela, que nunca deixou de batalhar e de procurar meios de se qualificar para conseguir um emprego melhor.

Ângela conta que trabalhou como doméstica e vendeu pastel e salgados na frente da Associação Comunitária do Campo da Tuca. "As pessoas têm que entender que esse é um benefício temporário, que a vida segue e a gente tem que pensar em crescer", ressaltou.


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