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Principal determinante social para a saúde é a pobreza, afirma ministra

PROGRAMAS SOCIAIS

Durante encontro mundial sobre saúde e educação em Fortaleza (CE), Tereza Campello apresentou resultados dos programas sociais
publicado  em 20/11/2014 00h00

Brasília, 20 – A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participou, nesta quinta-feira (20), do XXXI Encontro Educacional The Network: Towards Unity for Health, em Fortaleza (CE). Na ocasião, ela apresentou resultados dos programas sociais brasileiros e reforçou que "o principal determinante social para a saúde é a pobreza”.


Entre as principais características das políticas sociais, lembrou a ministra, está a sua capilaridade, que possibilita alcançar os mais de 5.500 municípios de um país de dimensão continental. Isso só se torna possível graças a um sistema composto por órgãos federais, estaduais e municipais que atuam de forma pactuada e coordenada e com responsabilidades específicas.

Campello destacou ainda que o governo federal, por meio de um conjunto de ações estratégicas, promoveu o aumento da renda da população mais pobre, consolidou uma rede de proteção social e garantiu maior acesso da população a alimentos. A estratégia garantiu que o Brasil saísse do Mapa Mundial da Fome, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

“Sair do mapa da fome foi uma grande vitória. Chegamos a um percentual de 1,7% de subalimentados no Brasil”, disse. Outra resultado expressivo, segundo ela, é que a pobreza multidimensional crônica no Brasil caiu para 1,1% da população, no período entre 2002 e 2013. A pobreza, considerada em suas várias dimensões, além da baixa renda, teve uma redução mais acentuada entre negros, nas famílias com crianças e no Nordeste, onde estava mais concentrada.

Ao falar sobre a importância do acompanhamento de saúde dos beneficiários do Bolsa Família, a ministra enfatizou os impactos do programa na redução da mortalidade infantil e da desnutrição. "Tivemos uma queda do déficit de estatura das crianças beneficiárias, indicador da desnutrição crônica”, disse. Acompanhamento feito pelo Ministério da Saúde mostrou que, com a redução do déficit de estatura, os meninos de cinco anos beneficiários do programa aumentaram 8 milímetros, em média, em quatro anos.

Para Campello, a pobreza acaba sendo um determinante "no conjunto da economia, na produtividade do país, nos gastos em saúde e em outras áreas". "O impacto é generalizado”, ressaltou.

Promovido pela organização não-governamental The Network e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), o evento internacional reúne, até domingo (23), estudantes, acadêmicos, profissionais da saúde e formuladores de políticas de 37 países.

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