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Melhores condições de trabalho são um dos eixos para superação da pobreza

ERRADICAÇÃO DA EXTREMA POBREZA

Diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo destacou que é fundamental que a agenda para a erradicação da miséria comporte o trabalho decente, que vai além do emprego de qualidade
publicado  em 20/11/2014 00h00

Brasília, 20 – Do total de 1 bilhão de pobres no mundo, dentro da linha de 1,25 dólar/dia, 375 milhões trabalham. O dado foi apresentado, nessa quarta-feira (19), pela diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo. Ela participou do painel “Uma agenda de políticas para além da extrema pobreza”, no I Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza, em Brasília.

“Esse número evidencia que o mercado de trabalho tanto pode ser um lugar muito importante de reprodução da pobreza e desigualdade como também pode ser a chave para a igualdade”, destacou.


Abramo lembrou que não é qualquer trabalho que permite às pessoas superarem a pobreza e a extrema pobreza. “É fundamental que a agenda para a erradicação da pobreza comporte o trabalho decente, que vai além do emprego de qualidade, é multidimensional”, reforçou.

A diretora destacou que o Brasil já avançou nesse caminho e que o trabalho como um dos eixos para superação da pobreza está presente na agenda atual do país. “A agenda do futuro precisa incluir uma política de escala que dê conta das desigualdades. A linha chave é a inclusão produtiva.”

Para a diretora do Poverty Global Practice do Banco Mundial, Ana Revenga, o crescimento do país nesta década refletiu no aumento da renda do trabalho e na crescente formalização, mas o Brasil precisa focar agora em alçar os 40%, que se encontram entre os mais pobres, à classe média.

“Isso implica em elevar a produtividade dessas pessoas e promover a criação de empregos sustentáveis”, disse. Revenga falou da necessidade de qualificar os mais pobres para que tenham competências e habilidades para novos empregos.

“A educação e a capacitação influenciam a participação no mercado de trabalho. É preciso investir no capital humano”, acrescentou. Para ela, as políticas públicas devem focar no mercado, possibilitando mais oportunidades para os mais pobres e reduzindo as desigualdades. “Temos que interconectar os programas de transferência de renda com políticas para emprego.”

No encerramento do seminário, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou que é preciso levar direitos aos cidadãos e que o Estado tem que se fazer presente. “Queremos levar oportunidades, inclusão, um trabalho melhor”, disse. “Saímos daqui com uma agenda de trabalho e com uma missão: ajudar a construir um mundo mais justo e sem pobreza.”

O I Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza (www.wwp.org.br). O Banco Mundial, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) e o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) são parceiros nesta ação. O seminário conta também com o apoio do Centro RIO+.

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