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Economista do Banco Mundial destaca desafios dos programas sociais brasileiros

POLÍTICAS SOCIAIS

Margaret Grosh participou de seminário em Brasília que reúne pesquisadores nacionais e internacionais. Ela reconheceu importantes resultados alcançados até agora pelo país e apresentou pontos onde as ações podem ser aperfeiçoadas
publicado  em 19/11/2014 00h00

Brasília, 19 – “Há muito a se celebrar com tudo que já foi alcançado pelo Bolsa Família e o Brasil já deu mais um passo com as ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria”, afirmou na  terça-feira (18) a economista-chefe de Desenvolvimento Humano na América Latina e Caribe, do Banco Mundial, Margaret Grosh. Ela participou do I Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza, que segue até hoje (19), em Brasília.


Ela destacou que a experiência brasileira é um exemplo. “O Bolsa Família deveria ser conhecido no mundo todo para aprendermos. Eu gostaria de parabenizar o Brasil. Vocês avançaram nos esforços para o monitoramento de famílias pobres.”

Para a economista, os avanços resultam em ferramentas administrativas consolidadas, como o Cadastro Único, e em arranjos institucionais fortalecidos, como a articulação entre as três esferas de governo, o sistema de pagamento pela rede bancária da Caixa Econômica Federal e os mecanismos de controle que permitem o cruzamento de dados entre diversos registros administrativos do governo federal. “Os programas funcionam bem sozinhos e integrados também. O Brasil avançou muito e há espaço para aperfeiçoar.”

Segundo Grosh, o desafio do país é fazer as “partes já existentes do sistema funcionarem melhor e funcionarem melhor juntas”. Ela ressalta a importância de aperfeiçoar a capacidade das prefeituras na implantação e articulação das diversas ações do Brasil Sem Miséria e em desenvolver um sistema de gerenciamento integrado dos programas, que permita monitorar de forma mais individualizada as necessidades e os benefícios por família.

Uma maior sinergia entre as ações de inclusão produtiva, bem como reforçar a agenda de monitoramento e avaliação, ampliando para buscar resultados multidimensionais, também foram destacados pela economista do Banco Mundial. “Vemos que há muita coisa já sendo realizada para enfrentar esses desafios. Mas não são desafios fáceis. É uma oportunidade de o país fazer ainda melhor.”

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