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Conferência reúne empreendedores de economia solidária em Brasília

ECONOMIA SOLIDÁRIA

Na abertura do evento, presidenta Dilma destacou que oportunidades estão sendo criadas para milhares de brasileiros que acreditam na cooperação e na autogestão como solução dos problemas econômicos e sociais
publicado  em 28/11/2014 00h00

Brasília, 28 – Maria Aparecida dos Reis Adriano, 50 anos, de Santo André (SP), conheceu a economia solidária em 2006 e, depois de um ano, formalizou sua microempresa. Mãe de cinco filhos, ela já tinha trabalhado como ajudante de cozinha em bufês e como faxineira. Em alguns períodos, enfrentou o desemprego e “muito aperto”.

Hoje, ela está à frente da MCG Eventos e Buffet, com mais 23 mulheres. Juntas, atendem cerca de duas mil pessoas em eventos. Nesses grandes encontros, onde servem três refeições, cobram entre R$ 60 a R$ 78 por pessoa. “Nosso carro-chefe é o caldo de quenga, um creme de mandioca com frango desfiado, couve e torresmo”, explica ela, ao falar que o destaque da empresa é a culinária afro.

Maria Aparecida conta que está muito realizada e espera ampliar o negócio. “Cada evento que fazemos é um tijolinho da nossa construção porque temos o sonho de construir uma grande empresa e atender mais de cinco mil pessoas.”

Cida, como é conhecida, foi uma das mulheres que participaram, nessa quinta-feira (27), da abertura da 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária, em Brasília. Ao lado de outras empreendedoras, ela entregou uma lembrança à presidenta Dilma Rousseff.  “Este é um momento único. Depois de tanta luta na vida, consegui ser reconhecida”, disse, emocionada.


Na ocasião, Dilma destacou que o país tem um modelo de desenvolvimento que reconhece a importância da economia solidária e que a valoriza como uma forma legítima e necessária de organização do trabalho. “Em diálogo permanente e sistemático com vocês, estamos criando oportunidades para milhares de brasileiros que acreditam na cooperação e na autogestão como forma de solução dos problemas econômicos e sociais”, afirmou.

A presidenta lembrou que, desde 2011, a Política Nacional de Economia Solidária integra a estratégia do Brasil Sem Miséria, como um dos elementos de inclusão produtiva do plano. “Investimos mais de R$ 400 milhões no Brasil Sem Miséria. Nosso objetivo era aumentar as oportunidades, abrir as portas do trabalho e da renda. E sabemos que milhões de pessoas antes marginalizadas foram atendidas.”

Dilma Rousseff afirmou ainda que continuará fortalecendo os empreendimentos solidários, aprimorando os mecanismos de oferta de crédito e dando novos passos na regulação da economia solidária, garantindo maior estabilidade e mais sustentabilidade. Também destacou a necessidade de avançar na assistência técnica, no treinamento, na qualificação para gestão e no apoio à inovação.

“Vou continuar priorizando a inclusão social, o emprego, a educação, a garantia de direitos, a estabilidade política e econômica, o investimento em infraestrutura e a elevação da renda. Em cada um desses itens, a economia solidária dará sua contribuição”, reforçou.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, também participou da solenidade, promovida no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A conferência nacional tem por objetivo realizar um balanço sobre os avanços, limites e desafios da economia solidária, além de elaborar programas e projetos estratégicos e modelo de gestão para o fortalecimento da economia solidária no país.

O encontro, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS),  segue até este domingo (30).

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