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Brasil leva experiência em promoção de segurança alimentar à Cúpula Mundial de Nutrição em Roma

SEGURANÇA ALIMENTAR

OMS e FAO reúnem centenas de países, depois de 22 anos, para discutir alimentação
publicado  em 17/11/2014 00h00

Brasília, 17 – O Brasil participa, entre quarta-feira (19) e sexta-feira (21), da Segunda Conferência Internacional de Nutrição (ICN2) em Roma. Mais de uma centena de países discutirão formas de melhorar a alimentação no mundo tanto em relação ao acesso quanto à qualidade.

A primeira conferência ocorreu somente no início dos anos 90. De acordo com os organizadores, houve avanços importantes, porém insuficientes. Hoje, o planeta tem mais de 840 milhões de pessoas cronicamente subnutridas – números da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O tema deste ano é "Uma nutrição melhor, uma vida melhor" (Better nutrition, better lives). O Brasil vai mostrar como conseguiu retirar mais de 15 milhões de pessoas da condição de subalimentados entre 2002 e 2014. Subalimentados, segundo a FAO, são pessoas que não consomem quantidades adequadas de comida e nutrientes.

O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, informa que a América Latina foi o continente que mais diminuiu a fome no mundo no último período, anos 90 – quando foram estabelecidas as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Os resultados do Brasil chamaram a atenção pela escala e pela velocidade com que modificaram a vida das pessoas em relação ao acesso aos produtos. Com o destaque para o Bolsa Família, o quadro de miséria e pobreza extrema em inúmeras localidades mudou sensivelmente.

O país vai a Roma para colocar sua experiência à disposição de dezenas de outras nações. “Muitos governos já nos procuraram, especialmente os da América Latina”, afirma Campos.

O outro lado da moeda – Um problema exatamente oposto, mas igualmente grave, fará também parte das discussões na capital italiana: o sobrepeso e as doenças crônicas decorrentes da má alimentação. De tão grave, a obesidade já chegou ao patamar pandêmico, afetando a maioria dos países do planeta.

Alto teor de sódio, açúcar e gordura, encontrados especialmente em produtos ultraprocessados, são apenas alguns dos vilões que pairam sobre os consumidores. O Brasil tem uma população adulta na qual 50% estão acima do peso ideal. Entre as crianças o índice alcança 30%.

“Estamos virando a página da fome e acreditamos que a obesidade e a má alimentação devem ganhar atenção da comunidade internacional”, diz Arnoldo. “Iremos nos encontrar com representantes de vários países e realizar atividades paralelas, com Alemanha e a Escandinávia, por exemplo, que vêm realizando pesquisas bem-sucedidas.”

O Brasil pretende defender em Roma o início de uma campanha intensiva, com o respaldo da Organização das Nações Unidas (ONU), via de enfrentamento global do problema, como fizeram no combate ao cigarro, em que os resultados foram extremamente positivos. A campanha terá como alvo principalmente as escolas.

Arnoldo de Campos informa que o Brasil está finalizando a implantação do seu primeiro Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O segundo deverá ser elaborado em 2015. “Entre as iniciativas está a busca ativa daqueles que ainda não foram plenamente contemplados pelo direito humano à alimentação saudável e adequada.”

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