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A história de Valdemiro: Cisterna garante vida na roça

ACESSO À AGUA

Hoje ele consegue sustentar a família com o que ganha na produção de hortaliças e frutas
publicado  em 10/11/2014 00h00

Brasília, 10 – Em 2003, a família do agricultor familiar Valdemiro Araújo Santana, 51 anos, morador de Teofilândia (BA), recebeu uma cisterna que armazena água da chuva para consumo humano. A esposa Rosenaide de Jesus Santana, 46 anos, lembra como era a vida antes da cisterna, quando tinha que andar mais de dois quilômetros para conseguir água. “Saía de casa cedo para buscar água em um tanque barreiro. A gente usava uma carroça com uma dorna [recipiente feito de madeira] em cima ou levava um balde na cabeça por meia hora”, lembra.


A dona de casa conta que sempre tinha alguém com diarreia e dor de cabeça em decorrência da má qualidade da água. Hoje, Rosenaide cuida corretamente da cisterna e, assim, a família tem acesso à água de boa qualidade. “Aprendi que antes de beber tem que colocar o cloro, de preferência à noite para utilizar pela manhã. Quando passa um tempo sem chover, tem que lavar o telhado e também tirar o cano que pega a água para a sujeira não cair na cisterna”, ensina.

Produção – Em maio de 2013, a família recebeu uma cisterna de enxurrada, que tem capacidade de armazenar 52 mil litros d’água e é usada para irrigar a produção agrícola e para matar a sede dos animais. “A cisterna me ajudou a realizar o sonho de permanecer na roça”, diz, orgulhoso, Valdemiro. Hoje ele vive do cultivo de hortaliças e frutas e também cria galinhas na fazenda Maria Preta, perto da comunidade de Morrinhos.

Até receber a cisterna, ele trabalhava como armador de ferragens na construção civil, longe de sua casa. Ficava três meses sem visitar a família até conseguir uma folga. “Essa daí fez com que eu parasse de sair para outros estados”, conta. “Eu sempre gostei de trabalhar na roça, mas nunca tive recursos. Agora, com essa cisterna, me encontro na minha região para trabalhar e sobreviver."

Gustavo Santana, 16 anos, filho do agricultor, já sentiu a mudança na rotina da família: “O nosso pai está mais próximo da gente.” Por semana, a família, que é beneficiária do Bolsa Família, fatura R$ 160 com a venda dos produtos da horta nas feiras de Serrinha, Teofilândia e Barrocas.

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