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“Um dia vou fazer melhor do que isso”

EDUCAÇÃO

Beneficiária do Bolsa Família, Andressa Leal Mendes estuda em período integral e sonha em ser arquiteta
publicado  em 11/11/2014 00h00

Brasília, 11 – Pelo menos uma vez por semana, a estudante Andressa Leal Mendes, 15 anos, se dedica à fotografia. Ela teve a oportunidade de aprender os conceitos básicos de linguagem e composição fotográfica porque a escola onde estuda – o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Ministro Salgado Filho, em Nova Iguaçu (RJ) – faz parte do Mais Educação.

O programa do governo federal garante às escolas recursos para que, no contraturno da jornada de aulas, os alunos participem de atividades que articulem disciplinas curriculares com práticas socioculturais.


Beneficiária do Bolsa Família, Andressa faz o 9º ano do ensino fundamental. Aluna aplicada e muito dedicada aos estudos, ela conta que sua “grande paixão” é o desenho, que despertou seu interesse na Arquitetura. “Vejo na televisão o que os arquitetos conseguem fazer numa casa e fico impressionada. Sempre digo pra mim mesma: um dia vou fazer melhor do que isso”, garante.

O sonho é incentivado pela mãe, a vendedora ambulante Aline da Silva Leal, 31 anos, que começou a trabalhar ainda criança e não teve a oportunidade de estudar. “A primeira vez em que pisei numa sala de aula foi para ir a uma reunião de pais”, revela a ambulante.

Ela lamenta nunca ter auxiliado as três filhas nas tarefas escolares. “Não posso ajudar, mas estimular sim”. E complementa: “Não quero filho meu trabalhando na rua. Posso me apertar um pouco, mas meus filhos têm que estar na escola para ter oportunidades.”

Andressa diz que a história de vida de sua mãe é um incentivo para ela estudar e conquistar um futuro melhor. “Não quero essa vida para mim”, diz ela, emocionada com as palavras de Aline.

Além de ajudar as irmãs de 13 e 10 anos nas tarefas escolares, a jovem ensina aos amigos as técnicas de desenho que conhece. “Mostro meus desenhos e explico como faço. Guardo os trabalhos dos meus amigos para que eles possam melhorar depois”, relata.

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