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“Hoje todo mundo tem seu ganho”

POLÍTICAS SOCIAIS

Comerciante em Igaracy, no sertão da Paraíba, Whellington Costa conta como os programas sociais transformaram a região na última década
publicado  em 14/11/2014 00h00

Brasília, 14 – “Meu pai era comerciante. E quando dava seca, o pessoal vinha saquear porque passava fome. Ficava todo mundo aflito”, relembra Whellington Lima da Costa, 45 anos, do município de Igaracy, no sertão da Paraíba, com pouco mais de seis mil habitantes. “Teve uma seca de dois anos, 2012 e 2013, comparada à de 1932. Passou e não tivemos problema. Hoje todo mundo tem seu ganho.”


Dono de duas lojas – uma de pequenos equipamentos e suprimentos agrícolas e outra de eletrodomésticos – na praça central da cidade, ele garante que as mudanças na região, impulsionadas pelos programas sociais do governo federal, foram positivas na última década. Para Whellington, o Bolsa Família é essencial para municípios como Igaracy. Com o programa, as pessoas superaram a fome e conquistaram renda maior, o que possibilitou o aumento do poder de consumo das famílias na região.

Um dos principais atributos do Bolsa Família é seu bom custo-benefício. Os gastos com o programa representam apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Cada R$ 1 investido gera R$ 2,40 em consumo e adiciona R$ 1,78 no PIB.

“Nas cidades pequenas, se não tivesse essa ajuda do governo federal, não existia nem comerciante. O pessoal recebe sua Bolsa Família e vem comprar sua mercadoria. Compra fiado também e, em 30 dias, vem pagar, sem problema”, diz, destacando também que não há mais miseráveis na cidade. “Antigamente, você contava nos dedos quem possuía um carro. Moto não existia há 12 anos. Ninguém tinha dinheiro para comprar. Hoje você pode ir à zona rural, em qualquer bairro da cidade, a casa mais humilde que tiver tem duas ou três motos. Tem geladeira, televisão.”

A filha mais velha do comerciante estuda na capital do estado. Está terminando o ensino médio e quer estudar Medicina. “Ela vai pegar o Fies [Financiamento Estudantil] para poder estudar.” Seus dois outros filhos moram em Igaracy. “Todos estudando também, claro. O transporte de quem estuda hoje é bem melhor. Antigamente o pessoal da zona rural vinha em cima de carro, aconteciam muitos acidentes. Hoje andam de ônibus, aqueles amarelinhos com faixa preta, em uma estrada boa, que foi asfaltada em 2010”, conta ele, referindo-se ao programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação (MEC).

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