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“Eu me sinto uma milionária por toda nossa luta aqui”

AGRICULTURA FAMILIAR

Lindaci Cortes desistiu de ser diarista para se tornar agricultora familiar. Atualmente, ela e a família vendem mais de 30 alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos
publicado  em 28/11/2014 00h00

Brasília, 28 – Lindaci Maria Cortes, 51 anos, se orgulha do que conquistou como agricultora familiar. Hoje, ela cultiva mais de 30 tipos de alimentos, mas nem sempre foi assim. A mudança de vida ocorreu em 2012 quando passou a vender sua produção para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estratégia do Plano Brasil Sem Miséria que possibilita a superação da pobreza no campo com a inclusão de pequenos agricultores em uma rota produtiva.


Lindaci e o marido Raimundo Nonato de Souza, 42 anos, moram há nove anos no assentamento Chapadinha, no Distrito Federal, com mais três filhos e sete netos. Para ajudar nas despesas da casa, ela passou anos trabalhando como doméstica. A decisão de deixar de ser diarista e investir na plantação foi difícil, conta ela, mas acertada. “Quando participamos pela primeira vez do PAA, fechamos a nossa cota de R$ 4,5 mil em três entregas”, lembra.

A família também foi inscrita no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal e passou a receber R$ 300 de benefício do Bolsa Família. “Eu me sinto uma pessoa milionária por toda nossa luta aqui. A gente quer comer uma coisa, mesmo com pouco, temos o dinheiro para comprar”, comemora.

Raimundo não esconde o sorriso quando compara as duas épocas. “A diferença é muito grande. Quando trabalhava assalariado num sítio aqui perto, eu não ganhava a quantia que recebo aqui”, diz o agricultor.

Com tantos avanços, a família já planeja diversificar a produção e comprar vacas leiteiras. Lindaci também sonha em comprar um carro. “Quero comprar uma condução para a gente. No final de semana, queremos visitar os parentes e não conseguimos ir por conta da distância”, completa.

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