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Brasil Orgânico e Sustentável: visibilidade e novos negócios para agricultores orgânicos e familiares

POLÍTICAS PÚBLICAS

Produtores avaliaram positivamente oportunidade oferecida pelos quiosques que funcionaram durante a Copa do Mundo em 10 cidades-sede do torneio
publicado  em 18/07/2014 00h00

Brasília, 18 – A Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Acre (Cooperacre) aproveitou os dias que passou no quiosque do Brasil Orgânico e Sustentável, em Fortaleza, durante a Copa do Mundo, e conseguiu vender todo o estoque que levou para a capital cearense.

"Levamos 350 quilos de castanha do Brasil e vendemos tudo. Apuramos R$ 10,5 mil", conta Maria de Fátima Nascimento, representante da cooperativa, que reúne 1,8 mil famílias extrativistas de 10 municípios do Acre. Para ela, no entanto, o maior benefício foi fechar negócio com três empresas locais. "É um novo horizonte que a gente abre para escoar o nosso produto", avaliou.

A cooperativa está entre os cerca de 60 empreendimentos da agricultura familiar e orgânica que representaram 25 mil famílias rurais de todo o país nos quiosques instalados em 10 cidades-sede da Copa do Mundo.

Eles foram selecionados por edital público do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para participar do Brasil Orgânico e Sustentável, parte das ações da agenda de sustentabilidade do governo brasileiro durante a Copa de 2014. O objetivo era divulgar a agricultura familiar e orgânica e incentivar o consumo de produtos orgânicos e saudáveis.

Os quiosques funcionaram em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. No total, R$ 128 mil foram comercializados.

Em Salvador, a Cooperativa de Consumidores Rede Moinho visitou o estande e fez parceria para vender produtos de duas cooperativas do Brasil Orgânico e Sustentável. "O quiosque foi uma experiência muito interessante porque se tornou um ponto de encontro das pessoas que se interessam por produtos orgânicos", destacou Alessandro Vigilante, dirigente da Rede Moinho.

Para a agricultora Maria Brígida de Souza, da Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio), que já vende o café na Rede Moinho, a experiência foi rica para entender os consumidores internacionais. "Os estrangeiros preferem o café torrado, sem moer, diferente do que preparamos aqui no Brasil", conta.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, a oportunidade deu visibilidade e valorizou os produtos da agricultura familiar.

"Foi importante para chamar a atenção da população para um setor estratégico da economia brasileira e para alimentos de qualidade, produzidos de forma sustentável e que, muitas vezes, são desconhecidos do grande público", afirmou.

Expectativa – O vice-presidente da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Rio Fortuna e toda Santa Catarina (Cooperfamília), Lino de Souza, também fez avaliação positiva da participação da entidade em Curitiba.

"A visibilidade que ganhamos foi boa, tanto para a cooperativa quanto para os nossos produtos, principalmente porque passaram pelo quiosque muitos estrangeiros e brasileiros de várias partes do país. Isso pode render bons negócios no futuro", afirmou.

Ainda segundo Lino, foi feito contato com empresas para a venda de produtos no atacado. No momento, os agricultores estudam a capacidade de produção da cooperativa, de forma a atender as demandas das empresas.

A Cooperfamília reúne 330 famílias, fatura R$ 2 milhões por ano e tem uma linha de 32 produtos, entre geleias, doces, melado, farinhas, sucos, bolachas, bolo e pães. A maior parte da produção é vendida para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

O secretário Arnoldo de Campos informa que as ações de valorização da alimentação saudável vão prosseguir até os Jogos Olímpicos de 2016. "A intenção do governo é estimular a população a consumir alimentos saudáveis, de alto valor nutricional, e também combater as consequências da má alimentação, como o sobrepeso e a obesidade, uma realidade que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos", concluiu.

Kits Lanches – Além dos quiosques, o MDS, em parceria com o Ministério do Esporte (ME), ficou responsável pelos cerca de 20 mil kits lanches com produtos orgânicos e da agricultura para os voluntários que trabalharam na Copa do Mundo. Entre os produtos, mel, castanhas, sucos orgânicos, entre outros. A compra dos alimentos foi feita por meio da modalidade de Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ao custo de R$ 1 milhão.

A Campanha Brasil Orgânico e Sustentável contou com a parceria da Agência de Cooperação Alemã (GIZ), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD) e da Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos), além do apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc).

A iniciativa integrou a Agenda de Sustentabilidade do Governo Brasileiro na Copa do Mundo de 2014, junto com as ações de Certificação e Gestão Sustentável das Arenas, Campanha Passaporte Verde, Resíduos e Reciclagem e Mitigação e Compensação de Emissões.

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