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“Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria”, diz ministra

BRASIL SEM MISÉRIA

Durante evento em Fortaleza (CE), Tereza Campello reforçou que Brasil saiu do mapa da fome graças ao conjunto de políticas públicas que garantiram aumento da renda da população e maior acesso a alimentos
publicado  em 09/12/2014 00h00

Brasília, 9 – A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse que a fome, durante muito tempo, marcou a história da população pobre brasileira, principalmente a dos nordestinos, mas que foi possível mudar essa situação porque o tema foi colocado no centro da agenda das políticas públicas. “Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria”, ressaltou ela, nesta terça-feira (9), ao participar de debate no evento Brasil: o fim da miséria é só um começo, em Fortaleza (CE).

Campello disse também que a fome não é combatida somente com crescimento econômico. “Temos que atuar para garantir a diminuição da desigualdade e gerar oportunidades”, afirmou ela, ao explicar que o governo federal enfrentou a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços.

A ministra exaltou a saída do país do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Entre 2002 e 2013, o país reduziu em 82% a população de brasileiros considerados em situação de subalimentação. Hoje, 98,3% da população brasileira têm acesso a alimentos. Entre os fatores decisivos para a conquista brasileira está o aumento da renda dos mais pobres e da produção de alimentos disponíveis para a população.

“Já nasceu no nosso país a primeira geração de crianças sem fome e na escola. Elas não vão repetir a trajetória de seus pais”, destacou ela, ao falar que, no Brasil, 43 milhões de alunos têm pelo menos uma refeição por dia – o que equivale a uma Argentina inteira sendo alimentada com a merenda escolar.

A ministra apresentou dados para rebater as críticas feitas às famílias do Bolsa Família. "Muitos ainda falam que o beneficiário do programa é um perdedor ou é preguiçoso. Metade desse público não trabalha mesmo, porque tem menos de 18 anos." Segundo estudos do MDS, 75% dos beneficiários adultos trabalham.

Participaram também do debate o jornalista e biógrafo Lira Neto e o assessor especial da Ação da Cidadania Daniel Souza, filho do sociólogo Betinho.

Programação A ministra Tereza Campello participou ainda da abertura da exposição multimídia Os Filhos Deste Solo: olhares sobre o povo brasileiro, no Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e da apresentação pela primeira vez ao público nacional do documentário Aqui deste Lugar, dos cineastas Sérgio Machado e Fernando Coimbra.

A mostra traz painéis e projeções fotográficas, documentos, vídeos, depoimentos, infográficos, trilha sonora original e instalação artística que mostram os impactos positivos das novas políticas públicas na vida dos brasileiros.

O filme registra o cotidiano e os sonhos das famílias de baixa renda integrantes do Bolsa Família. Os eventos foram realizados pelo governo do Ceará, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Instituto Dragão do Mar.

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