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“Eu tenho a honra de dizer que sou dependente de mim mesma”, diz agricultora

CISTERNAS

Irene de Jesus, da comunidade de Serra Preto (BA), relatou como as cisternas mudaram sua vida
publicado  em 11/12/2014 00h00

Brasília, 11 – A fome era algo comum na vida da família da agricultora Irene Santos de Jesus, da comunidade de Serra Preto, na Bahia. “Nós éramos excluídos”, disse ela. A transformação ocorreu com a chegada da cisterna de primeira água, em 2004, do Água Para Todos, um dos programas do Plano Brasil Sem Miséria.

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Mãe de dois filhos, ela conta que, com a cisterna, deixou de caminhar por duas horas, com uma lata na cabeça, à procura de água potável para beber. Irene relatou sua mudança de vida durante a sexta edição do Diálogos Governo-Sociedade Civil, nesta quinta-feira (11), em Brasília.

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Beneficiária do Bolsa Família, Irene não ficou parada e continuou trabalhando. Com a cisterna de produção, ela pôde plantar. Atualmente, a agricultora vende sua produção de hortaliças para dois supermercados da região. “Ganhei três canteiros econômicos. Hoje, estou com 18 canteiros. Tenho de tudo na minha horta”, contou, com orgulho. “Eu tenho a honra de dizer que sou dependente de mim mesma.” Para ela, a cisterna trouxe muito mais que melhoria financeira para sua família. Irene lembra que os filhos sofriam com as doenças em decorrência da água de má qualidade.

O coordenador geral da Rede de Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Baptista, que também participou do evento, destacou o número de 1 milhão de cisternas no Semiárido. Para ele, este foi um passo importante em direção à universalização da água na região. “Isso significa dizer que 1 milhão de mulheres deixam de carregar água na cabeça para abastecer suas casas.”

Na avaliação de Naidison, ainda há outros desafios a serem superados em relação à população mais pobre do país. “Precisamos resolver, por exemplo, a questão do acesso das comunidades e povos tradicionais aos territórios.”

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