Ministério do Desenvolvimento Social
Bolsa Família

Perguntas Frequentes


1) Qual é a diferença entre Averiguação Cadastral e Revisão Cadastral?

A Averiguação Cadastral é um processo que verifica a consistência das informações registradas no Cadastro Único, por meio do cruzamento de dados com outros registros do governo federal, e adota medidas para o tratamento das inconsistências identificadas. A Averiguação Cadastral envolve todas as famílias cadastradas, incluindo as que são beneficiárias do Programa Bolsa Família, da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC).

Todas as famílias da Averiguação deverão fazer a atualização no Cadastro Único, mesmo que a última atualização tenha sido feita há menos de dois anos.

Já a Revisão Cadastral é um processo que verifica se as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família com cadastros desatualizados (sem atualização há mais de dois anos) continuam atendendo às regras para recebimento dos benefícios.

Neste ano de 2016, a Senarc incluiu também no processo da Revisão Cadastral as famílias beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC). As famílias beneficiárias desses programas e do PBF serão convocadas a atualizar seus cadastros e, de acordo com as informações declaradas, poderão permanecer ou não no PBF ou na TSEE. As famílias do BPC não sofrerão repercussão no pagamento deste benefício, mesmo que não atualizem seus dados.

Os dois processos, Averiguação e Revisão Cadastral, têm o mesmo objetivo: garantir a veracidade e a atualização dos dados do Cadastro Único.

A lista de todas as famílias do seu município indicadas para o processo de Atualização Cadastral de 2016 (Averiguação e Revisão) está disponível no SigPBF, através do link: http://www.mds.gov.br/mds-sigpbf-web/ . Consulte esta lista, que é atualizada mensalmente, e leia também a Instrução Operacional nº 79/2016  para mais informações.

2) As famílias da Averiguação Cadastral 2016 que atualizaram o cadastro em 2014 e 2015 têm que atualizar de novo?

Sim. Em geral, as famílias em Averiguação Cadastral atualizaram os cadastros nos últimos dois anos. Porém, como a SENARC encontrou diferença entre as informações do Cadastro Único e de outros registros do governo federal, é preciso confirmar a real situação da família, atualizando os seus dados novamente.

Atenção: Para reverter o cancelamento do benefício do Programa Bolsa Família do Grupo 1 da Averiguação Cadastral, a gestão municipal tem obrigatoriamente que fazer a entrevista no domicílio da família e elaborar parecer ou relatório técnico. O documento deverá ser arquivado no próprio município. A entrevista em domicílio deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito “1.08 – Forma de Coleta de Dados”, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

3) As famílias da Revisão ou da Averiguação Cadastral 2016 que já atualizaram o Cadastro em 2016 precisam atualizar novamente?

Não é necessário atualizar novamente se a atualização já foi feita em 2016.

Atenção – famílias Grupo 1 (G1): Para reverter o cancelamento do benefício do Programa Bolsa Família do Grupo 1 da Averiguação Cadastral, a gestão municipal tem obrigatoriamente que fazer a entrevista no domicílio da família e elaborar parecer ou relatório técnico. O documento deverá ser arquivado no próprio município. A entrevista em domicílio deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito “1.08 – Forma de Coleta de Dados”, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.  Feito isso, caso a família mantenha o perfil para o PBF, a própria gestão municipal deve comandar a reversão de cancelamento diretamente no Sibec, de acordo com os prazos do Calendário Operacional.

4) Como obter a lista de famílias que precisam atualizar seus cadastros no processo de Revisão Cadastral e Averiguação Cadastral 2016?

A lista está disponível no SIGPBF. É uma lista unificada contendo as famílias em Revisão e Averiguação Cadastral.  Você pode acessar o SIGPBF através do link: http://www.mds.gov.br/mds-sigpbf-web/. Ou entre no site do MDS, www.mds.gov.br, depois clique em “Sistemas”, na barra alaranjada, e depois em Sistema de Gestão do Programa Bolsa Família (SIGPBF).

Após acessar o SIGPBF, clique no menu “Administrativo – Transmissão de Arquivos – Upload/Download de arquivos”.

Logo após, clique na pasta “ATUALIZAÇÃO CADASTRAL 2016”. Em seguida, abra o arquivo cujo nome possui o seguinte padrão:  “UF_NOMEMUNICIPIO_CODIGOIBGE_AtualizacaoCadastral_2016.csv”
O arquivo com a lista de famílias é em formato “CSV”, em que cada linha apresenta as informações de uma mesma família.

É importante que você faça o download desse arquivo e o salve antes de iniciar o trabalho, pois ele contém informações detalhadas das famílias que precisam atualizar o cadastro, como nome e endereço, a identificação da pessoa que está com informação inconsistente, entre outras. A listagem é atualizada mensalmente, retirando as famílias que já atualizaram o cadastro. Por isso, lembre-se de fazer mensalmente o download da lista atualizada.

Caso encontre dificuldades de acessar a lista pelo SIGPBF, entre em contato com a Coordenação Estadual do PBF, pois eles conseguem baixar as listagens de famílias de todos os municípios de seu estado.

Leia a Instrução Operacional nº 79/2016 para mais informações.

5) Por que algumas famílias que já fizeram a atualização continuam aparecendo na lista do SIGPBF?

Existem duas possibilidades:

  • Por causa do calendário de extração do Cadastro Único.

As listas são geradas mensalmente, a partir da data da extração dos dados do Cadastro Único. Se a família atualizar após esta data, ela permanecerá na lista no mês seguinte. Você pode consultar as datas de extração do Cadastro Único no Calendário Operacional (disponível no módulo Infraestrutura, do Sibec), item 3 (Data de extração do CadÚnico e qualificação do Sibec).

  • Porque a família é do Grupo 1 e a entrevista de atualização cadastral não foi feita no domicílio.


6) Existe diferença no processo de atualização do cadastro das famílias da Averiguação e da Revisão Cadastral 2016?

Não. Todas as famílias devem atualizar seus dados no Cadastro Único normalmente.

Somente as famílias do Grupo 1 da Averiguação Cadastral têm um procedimento diferenciado para reversão de cancelamento do PBF. Nesses casos, a gestão municipal tem obrigatoriamente que fazer a entrevista no domicílio da família e elaborar parecer ou relatório técnico. O documento deverá ser arquivado no próprio município. A entrevista em domicílio deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito “1.08 – Forma de Coleta de Dados”, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

Leia a Instrução Operacional nº 79/2016 para mais informações.

7) Existe diferença no processo de atualização do cadastro das famílias da Averiguação e da Revisão Cadastral 2016?

Não, as famílias da Averiguação Cadastral devem ser entrevistadas da mesma forma que as outras famílias. Em todas as entrevistas, o Responsável pela Unidade Familiar (RF) deve ser avisado de suas responsabilidades e de que deve falar a verdade, sob pena de ser responsabilizado e ter que devolver benefícios, caso esteja recebendo ou venha a receber de forma indevida. Caso persistam dúvidas sobre a veracidade dos dados informados pelas famílias, o entrevistador poderá solicitar ao RF que assine termo específico, por meio do qual assume a responsabilidade pela veracidade das informações coletadas. No Anexo III da Instrução Operacional nº 79/2016, consta sugestão de modelo para este termo.

Leia a Instrução Operacional nº 79/2016 para mais informações.

8) É preciso pedir carteira de trabalho ou algum documento de comprovação de renda da pessoa da Averiguação Cadastral 2016 que está com dados inconsistentes?

Não, as famílias da Averiguação Cadastral devem ser entrevistadas da mesma forma que as outras famílias. Em todas as entrevistas, o Responsável pela Unidade Familiar (RF) deve ser avisado de suas responsabilidades e de que deve falar a verdade, sob pena de ser responsabilizado e ter que devolver benefícios, caso esteja recebendo ou venha a receber de forma indevida. Caso persistam dúvidas sobre a veracidade dos dados informados pelas famílias, o entrevistador poderá solicitar ao RF que assine termo específico, por meio do qual assume a responsabilidade pela veracidade das informações coletadas. No Anexo III da Instrução Operacional nº 79/2016, consta sugestão de modelo para este termo.

Leia a Instrução Operacional nº 79/2016 para mais informações.

9) O que acontece com a família da Revisão ou Averiguação Cadastral 2016 que não atualizar o cadastro?

  • Se a família for beneficiária do Bolsa Família, o benefício pode ser bloqueado. Permanecendo o cadastro sem atualização, o benefício será cancelado.
  • Se a família for beneficiária da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), ela perderá o desconto na conta de luz.
  • Se a família for beneficiária do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), ela não sofrerá impacto no pagamento do BPC. Ou seja, vai continuar recebendo normalmente mesmo que não faça atualização.
  • Todas as famílias da Averiguação Cadastral que não fizerem a atualização poderão ter seu registro do Cadastro Único excluído e não poderão participar de programas como o PBF e o TSEE.

Quando o benefício for bloqueado ou cancelado pela Revisão Cadastral, os gestores municipais podem visualizar no SIBEC o motivo “Encerramento do prazo para Revisão Cadastral”. Quando o benefício for bloqueado ou cancelado pela Averiguação Cadastral, aparecerá o motivo “Para Averiguação/Auditoria”. O campo “Justificativa” deve ser também consultado, pois apresenta informações detalhadas sobre a situação da família.

10) O município pode fazer o desbloqueio dos benefícios do Programa Bolsa Família que foram bloqueados pela Averiguação/Revisão Cadastral 2016?

Sim. A Gestão Municipal pode efetuar o desbloqueio no Sibec após a atualização cadastral realizada pela família, desde que esta tenha o perfil para permanecer no Programa Bolsa Família. 

  • Se a família for da Averiguação Cadastral, para continuar no Programa ela deve apresentar renda de até R$ 85,00 por pessoa; ou até R$ 170,00 se tiver crianças ou adolescentes.
  • Se a família for da Revisão Cadastral, ela tem direito à Regra de Permanência e pode apresentar renda até meio salário mínimo.

O MDS também fará o desbloqueio dos benefícios do PBF, após a atualização cadastral da família e análise da elegibilidade das famílias para o programa.

Caso observe que alguma família continua indevidamente com o benefício bloqueado depois da atualização cadastral, faça o comando do desbloqueio diretamente no Sibec.

11) A família do Bolsa Família atualizou o cadastro depois do bloqueio da Averiguação ou da Revisão Cadastral. O que o gestor deve fazer?

A Gestão Municipal pode efetuar o desbloqueio no Sibec após a atualização cadastral realizada pela família, desde que esta tenha o perfil para permanecer no Programa Bolsa Família. 

  • Se a família for da Averiguação Cadastral, para continuar no Programa ela deve apresentar renda de até R$ 85,00 por pessoa; ou até R$ 170,00 se tiver crianças ou adolescentes.
  • Se a família for da Revisão Cadastral, ela tem direito à Regra de Permanência e pode apresentar renda até meio salário mínimo.

O MDS também fará o desbloqueio dos benefícios do PBF, após a atualização cadastral da família e análise da elegibilidade das famílias para o programa. Caso o próprio município não faça o desbloqueio, a repercussão da atualização cadastral no benefício da família ocorrerá de acordo com o Calendário Operacional (item 2), não sendo necessário realizar nenhum outro procedimento.

12) Por que as famílias do Grupo 1 tiveram o benefício do Bolsa Família já cancelado em maio de 2016?

As famílias da Averiguação que tiveram o cancelamento imediato em maio (Grupo 1) são as que foram identificadas três vezes em processos de Averiguação do Cadastro Único. Em 2016, continuam apresentando diferença entre as informações do Cadastro e as informações de outros registros do Governo Federal.

 Se a família mantiver o perfil para continuar no Programa Bolsa Família, a reversão de cancelamento será possível mediante entrevista realizada no domicílio da família e a elaboração de parecer ou relatório técnico. Sendo verificado pela gestão municipal que a família ainda possui perfil para o PBF, a gestão municipal deve fazer a reversão de cancelamento diretamente no Sibec, não sendo necessário enviar o Formulário Padrão de Gestão de Benefícios (FPGB) para a Senarc nem o parecer/relatório.

A realização da coleta de dados em domicílio deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito 1.08 – Forma de Coleta de Dados, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

13) Quais são os casos em que é obrigatório fazer a entrevista do Cadastro no domicílio da família?

Só e obrigatório fazer a entrevista no domicílio da família nos casos de reversão do cancelamento imediato (famílias do Grupo 1), sendo que existe também a obrigatoriedade de parecer ou relatório técnico, que deverá ser arquivado no próprio município.

A realização da entrevista domiciliar deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito 1.08 – Forma de Coleta de Dados, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

14) Quem da gestão municipal pode fazer a entrevista no domicílio da família?

Qualquer profissional da gestão municipal que tenha feito o curso de preenchimento dos Formulários do Cadastro Único e tenha sido habilitado. Nenhum profissional deve fazer entrevistas sem antes ter sido capacitado, mesmo aqueles que já possuam formação em Assistência Social.

A capacitação de preenchimento dos Formulários do Cadastro Único é fornecida pela coordenação estadual do Cadastro Único, pelo MDS ou pela própria gestão municipal, desde que tenha um profissional habilitado como instrutor. Os materiais devem ser solicitados por meio da Coordenação Estadual.

Não é obrigatória a presença de uma assistente social acompanhando o entrevistador para a realização da entrevista no domicílio da família.

15) Como a gestão municipal deve proceder para capacitar profissionais para atuarem como entrevistadores?

Se o seu município tiver algum instrutor do curso de capacitação de preenchimento dos Formulários do Cadastro Único, é possível organizar turmas conforme modelo de capacitação do MDS, observando as orientações do Manual do Instrutor. Para solicitar os materiais necessários para ministrar a capacitação, o município deve entrar em contato com a Coordenação Estadual.

Os materiais de capacitação também podem ser obtidos no portal de ensino à distância do site do MDS, no endereço www.mds.gov.br/ead/. Para acessar este portal é necessário se cadastrar e adquirir uma senha que permite o acesso ao conteúdo – o conteúdo para ministrar o curso de preenchimento de formulários é restrito para instrutores já formados.

Caso o município não tenha instrutor e precise capacitar novos membros da sua equipe do Cadastro Único, deve sinalizar para a coordenação estadual do Bolsa Família de seu estado.

16) Quem deve elaborar o parecer ou relatório técnico quando a entrevista é feita no domicílio da família (Grupo 1)?

Esse parecer ou relatório técnico deve ser feito por técnico vinculado à gestão do Cadastro Único e Programa Bolsa Família. Não precisa ser, necessariamente, o profissional de serviço social. O documento deverá ser arquivado no próprio município.

17) Como é feita a reversão de cancelamento dos benefícios do Programa Bolsa Família, cancelados pela Averiguação ou pela Revisão Cadastral 2016?

A família com benefício cancelado por não ter atualizado o Cadastro Único dentro do prazo deve atualizar suas informações. Se, após a atualização cadastral, a família continuar no perfil estabelecido pelo Bolsa Família, a gestão municipal deve comandar a reversão de cancelamento diretamente no Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec). Nesses casos, não é necessário enviar o Formulário Padrão de Gestão de Benefícios (FPGB) para a Senarc.

É importante lembrar que somente as famílias da Revisão Cadastral têm direito à Regra de Permanência e podem permanecer no Programa Bolsa Família com renda por pessoa de até meio salário mínimo. As famílias da Averiguação Cadastral deverão apresentar renda de até R$ 85,00 por pessoa; ou até R$ 170,00 se tiverem crianças ou adolescentes.

A reversão de cancelamento só deve ser comandada no Sibec depois que as informações atualizadas tiverem sido extraídas do Cadastro Único e “lidas” pelo SIBEC (o que ocorre nas datas indicadas no item 3 do Calendário Operacional – datas de “qualificação” do Sibec). Se a reversão for comandada antes da qualificação, o SIBEC fará a leitura de informações cadastrais desatualizadas e ocorrerá novo cancelamento do benefício.

próprio município.

18) A família que teve o benefício do programa Bolsa Família cancelado pela Averiguação ou pela Revisão Cadastral 2016 pode voltar a receber o benefício?

Sim, mas isso depende de algumas condições:

A primeira ação que o gestor tem que fazer é atualizar o cadastro da família.

Se a família for da Averiguação Cadastral: o gestor deve verificar se a família continua no perfil de renda e de composição familiar para receber os benefícios. Neste caso, são aplicados os critérios de entrada no Programa, em que a renda familiar limite por pessoa é de até R$ 85,00 por mês; ou até R$ 170,00 por mês, no caso das famílias que tiverem no seu cadastro crianças ou adolescentes com idade entre 0 e 17 anos.

Se a família for da Revisão Cadastral: o gestor deve verificar se a família continua no perfil de renda e de composição familiar para receber os benefícios, mas vale a regra de permanência. Se a renda da família não passar de meio salário mínimo por pessoa, o gestor poderá reverter o cancelamento no Sibec.

A reversão de cancelamento de benefício no SIBEC deve ser feita pela gestão municipal no prazo de até 6 meses após a data de cancelamento.  A reversão de cancelamento só deve ser comandada no Sibec depois que as informações atualizadas tiverem sido extraídas do Cadastro Único e “lidas” pelo SIBEC (o que ocorre nas datas indicadas no item 3 do Calendário Operacional – datas de “qualificação” do Sibec). Se a reversão for comandada antes da qualificação, o SIBEC fará a leitura de informações cadastrais desatualizadas e ocorrerá novo cancelamento do benefício.

Depois do prazo de seis meses, o gestor não pode mais comandar nem solicitar a reversão de cancelamento. A família com benefício cancelado por mais de seis meses só pode voltar para o Programa após novo processo de habilitação, seleção e concessão de benefícios, realizado mensalmente pelo MDS e que considera todas as famílias com perfil para entrada no Bolsa Família.

ATENÇÃO: As famílias do Grupo 1 só podem ter o cancelamento do benefício revertido após entrevista no domicílio da família e elaboração de parecer ou relatório técnico. O documento deverá ser arquivado no próprio município. A realização da entrevista domiciliar deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito 1.08 – Forma de Coleta de Dados, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

19) Serão pagas parcelas retroativas nos casos de reversão de cancelamento do Programa Bolsa Família família que teve o benefício do programa Bolsa Família?

Nos casos em que o município identificar que a responsabilidade pela falta de atualização não foi da família, o gestor poderá solicitar no Sibec o pagamento de parcelas retroativas ao comandar a reversão.

Por exemplo: a família não tinha conhecimento de que precisava atualizar o Cadastro (por algum erro, ela não recebeu carta, nem mensagem de extrato) ou se o município não teve condições operacionais de atender todas as famílias dentro do prazo e o benefício da família acabou sendo cancelado. Nestes casos, o gestor deve comandar a reversão de cancelamento com recebimento de parcelas retroativas.

20) Deve ser elaborado parecer para todas as famílias que tiverem reversão de cancelamento?

Não. O parecer ou relatório técnico só é exigido para a reversão dos cancelamentos imediatos ocorridos em maio de 2016. O documento deverá ser arquivado no próprio município. Nesses casos, a entrevista domiciliar também é obrigatória.
A realização de entrevista no domicílio da família deve ser indicada por meio da marcação do item “2” do quesito 1.08 – Forma de Coleta de Dados, do Bloco 1 do formulário de cadastramento, e registrada no Sistema de Cadastro Único.

21) Algumas famílias da Averiguação Cadastral 2016 estão em situação de rua. Como a gestão municipal vai fazer entrevista na casa da família?

Se for verificado que a família do Grupo 1 está em situação de rua, o município deve fazer a entrevista adotando os procedimentos adequados a esta situação. No formulário, deve ser indicado que a coleta de dados ocorreu “sem visita domiciliar” e é necessário fazer o preenchimento do Formulário Suplementar 2 para cada pessoa da família.

22) A família que está na Averiguação recebe um BPC (ou pensão, aposentadoria, etc.), mas o verdadeiro titular desse benefício é outra pessoa que não é da família. O que o município deve fazer?

Nos casos em que uma pessoa recebe um benefício de outra pessoa como curador, tutor ou representante legal, o valor desse benefício deve ser registrado no formulário do titular do benefício, e não deve ser considerado como renda do curador, tutor ou representante legal.

Por isso, nessas situações, a gestão deve atualizar o cadastro das famílias normalmente, informando o valor desse benefício no formulário do titular dessa renda. Caso o titular não seja da família, esse valor não deve ser declarado.

23) As famílias da Averiguação e Revisão Cadastral 2016 têm direito à Regra de Permanência do Programa Bolsa Família?

As famílias da Revisão Cadastral terão direito à Regra de Permanência, ou seja, após a atualização, poderão apresentar renda até meio salário mínimo por pessoa da família, sem perder o PBF.

Já as famílias da Averiguação só podem permanecer no Bolsa Família se, depois da atualização, a renda apresentada for de até R$ 85,00 por pessoa; ou até R$ 170,00 se tiverem crianças ou adolescentes. As famílias com renda acima de meio salário mínimo por pessoa terão os benefícios imediatamente cancelados, a partir da comunicação mensal entre V7 e SIBEC (qualificação).

24) Quais valores serão considerados para as repercussões da Averiguação e da Revisão Cadastral, os que aparecem na IO nº 79 ou os do reajuste anunciado em 29/junho/2016?

Os valores reajustados pelo Decreto nº 8.794, DE 29 DE JUNHO DE 2016 serão aplicados a todas as famílias beneficiárias do Bolsa Família. A IO nº 79 será em breve reeditada, de acordo com os valores do reajuste.


Para mais informações, clique aqui para acessar ao Formulário Eletrônico ou entre em contato com a

Central de Relacionamento do MDS: 0800 707 2003 (segunda a sexta-feira, das 7h às 19h).